terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Eu e Rose Rainha da Festa da Madeira



Vinicius de Moraes (Brasil)
As muito feias que me perdoem
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental.
É preciso
Que haja qualquer coisa de dança,
Qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso...
Ou então que a mulher
Se socialize elegantemente em azul,
Como na República Popular Chinesa.
Não há meio-termo possível.
É preciso
Que tudo isso seja belo.
É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça
Apenas pousada
E que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor,
Só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser,
Mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens.
É preciso,
É absolutamente preciso
Que tudo seja belo e inesperado.
É preciso
Que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Eluard
E que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne:
Que se os toque
Como ao âmbar de uma tarde.
Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está
Como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos
Um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem:
Mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas.
Nádegas é importantíssimo

2 comentários:

  1. Vinicius de Moraes (Brasil) As muito feias que me perdoem As muito feias que me perdoem
    Mas beleza é fundamental.
    É preciso
    Que haja qualquer coisa de dança,
    Qualquer coisa de haute couture
    Em tudo isso...

    Ou então que a mulher
    Se socialize elegantemente em azul,
    Como na República Popular Chinesa.
    Não há meio-termo possível.

    É preciso
    Que tudo isso seja belo.
    É preciso que súbito
    Tenha-se a impressão de ver uma garça
    Apenas pousada
    E que um rosto
    Adquira de vez em quando essa cor,
    Só encontrável no terceiro minuto da aurora.

    É preciso que tudo isso seja sem ser,
    Mas que se reflita e desabroche
    No olhar dos homens.

    É preciso,
    É absolutamente preciso
    Que tudo seja belo e inesperado.
    É preciso
    Que umas pálpebras cerradas
    Lembrem um verso de Eluard
    E que se acaricie nuns braços
    Alguma coisa além da carne:
    Que se os toque
    Como ao âmbar de uma tarde.

    Ah, deixai-me dizer-vos
    Que é preciso que a mulher que ali está
    Como a corola ante o pássaro
    Seja bela ou tenha pelo menos
    Um rosto que lembre um templo e
    Seja leve como um resto de nuvem:
    Mas que seja uma nuvem
    Com olhos e nádegas.
    Nádegas é importantíssimo

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  2. não só seu rosto, mas vc em si vista uma só vez se torna realidade na minha mente, suave como uma brisa que amansa minha alma. se pudesse transpor a barreira do tempo, do espaço, num piscar de olhos me jogaria em seus braços. seu amigo cheio de desejos cristiano bitencourt

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